sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A duas faces da Nokia

A Nokia, que já foi líder no mercado de telefonia celular, e que atravessa um momento difícil, acaba de lançar seus novos smartphones, conforme foto ao lado. São telefones celulares com o novo sistema operacional na Microsoft batizado de Windows Phone Mango 7.5. Estão a venda no Brasil pelo delírio de R$ 1.700,00. Com uma série de não inovações, como por exemplo a falta de gestão multitarefa dos aplicativos, já que, inversamente do que ocorre no iPhone, por exemplo, o novo sistema da Microsoft ainda é lento para sair de um aplicativo, abrir outro ou retornar para o mesmo. No novo sistema não é possível enviar mensagens com vídeos, bater papo com vídeo, e para piorar, a Microsoft não disponibilizou nenhuma plataforma para inserir vídeos no Youtube. Além disso, não existe uma quantidade aceitável de aplicativos disponíveis para o usuário, como ocorre no Android e no iOS. O mesmo acontece com carregadores e outros acessórios. Assim, o valor do equipamento é de arrepiar se comparado com a concorrência. É possível adquirir, pelo mesmo valor, um iPhone 4, ou ainda um aparelho equipado com Android com mais recursos.

Por outro lado, a Nokia acaba de apresentar no Nokia World 2011 um novo conceito de interação humano computador. É o celular dobrável Nokia Kinect Device. Sendo apenas um protótipo, conforme o vídeo e fotos demonstram, o novo conceito desperta curiosidades. Os materiais de computadores feitos com a tecnologia atual são rígidos e não podem ser dobrados ou moldados. O trabalho da Nokia implica em criar uma espécie de “pele eletrônica”, ou seja, materiais que se moldam a forma de qualquer objeto. As pesquisas em andamento podem utilizar, pois ainda não foi revelada, uma técnica onde ouro é depositado em uma superfície que, juntamente com outros processos, cria um material eletrônico que pode ser moldado e responde ao toque e a pressão.

Veja o vídeo do novo conceito de celular da Nokia:

Fontes: Uol e Techzine.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Digital versus Impresso: Muito além da digitalização

Qual tecnologia que nos permite ler um material, livro, revista, etc, em qualquer lugar, sem necessidade de energia elétrica, podendo fazer anotações, reproduzir parte de seu conteúdo, dentre outras inúmeras possibilidades? Papel, é a resposta. Livros, revistas e jornais possuem a tecnologia  mais antiga e usadas até hoje pela humanidade.
Prova disso é a recente pesquisa realizada pelo DataFolha deste domingo, 23/10, a qual revela que 73 milhões de brasileiros preferem se informar por jornais impressos, contra 50 milhões que preferem textos on-line, algo em torno de 46% de diferença.
O leitor pode pensar que talvez para as classes A,B e C essas diferença diminua certo? Errado, quando levado em consideração as classes A, B e C a diferença sobe para 50%.

Para alguns especialistas, apontados e citados pelo DataFolha, os números são resultados de alguns problemas com a internet no Brasil.
1º "... dificuldade das operadoras de levar ofertas a cidades afastadas dos grandes centros urbanos onde já existe infraestrutura, mas não renda suficiente para sustentar uma operação comercial." (Segundo a Folha SP)
2º "... falta de estímulos à competição. O mercado está concentrado em poucas empresas (na maioria concessionárias de telefonia fixa) e há poucas cidades com mais de um competidor." (Segundo a Folha SP)

Olhando para as classes de maior consumo (ABC), pela pesquisa, 12%possuem smartphone, 7% acessam internet pelo celular e 3% lêem notícia no celular. 0.3% tem tablet.
A TV, também para as classes ABC, ainda é o meio mais utilizado para se informar.
94% na TV aberta, jornal impresso com 66%, revista com 59%, rádio com 44%, internet com 44% e TV paga com 14%

Mas será que a dificuldade de acesso proporcionadas pelos preços e a péssima qualidade da infraestrura expliquem as condições na qual o meio digital fique atrás do impresso?
Existe uma máxima em tecnologia e na lógica de mercado que pode explicar o fenômeno: "Criar a demanda".
Mas como gerar a demanda? Talvez o termo que explique seja "interatividade". Impossível pensar no livro, no jornal e nas revistas digitais apenas com uma mera cópia da página impressa. A necessidade e a geração de uma demanda deve ir bem mais além.
Os jornais digitais, assim como os livros digitais, devem ser permeados de diferentes formas de interação, como vídeos, jogos, compartilhamento em rede e colaboração.
Interatividade pelos hiperlinks, por exemplo, pode proporcionar que eu "conheça" a notícia de diferentes formas, escolhendo se vai ser um vídeo, um áudio, um texto, uma foto, etc, e mais, compartilhe isso com minhas redes sociais, faca uma citação em meu artigo científico, etc.
Indo mais além, com as possibilidade tecnológicas existentes, poderíamos ter uma lista de termos chaves e fazer com que as informações se apresentem em forma de árvores de conhecimento. E só para não ficar no "gasoso" deixo aqui um software, que roda em qualquer plataforma, que aproxima um pouco do que estou tentando dizer: peartrees